Economia
Washington autoriza empresas americanas a comprar ouro venezuelano
Tal como na autorização aplicada ao petróleo, a receita das vendas, juntamente com os impostos correspondentes, deve ser depositada num fundo fiduciário específico controlado pelo Departamento do Tesouro e atualmente sediado no Qatar.
A flexibilização das transações com o ouro venezuelano é mais um passo no retomar de ligações com Caracas e do fim das sanções norte-americanas contra a Venezuela, desde a detenção do presidente Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, no início deste ano. Um documento publicado no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, indica que as transações com a Companhia Geral de Mineração da Venezuela (Minerven) ou as suas subsidiárias estão novamente permitidas.
Na prática, a Administração Trump volta a autorizar a exportação e venda de ouro produzido na Venezuela, via Estados Unidos e
através de transações com a principal empresa mineira estatal do país.
Esta nova autorização, no entanto, inclui um processo de rastreabilidade para garantir que o ouro é originário da Venezuela e proíbe transações com o Irão, a Coreia do Norte, a Rússia, a China e Cuba - uma condição já em vigor para a venda de petróleo.
Por enquanto, a autorização também se aplica apenas a transações via Estados Unidos e para empresas sediadas na Venezuela, que estão autorizadas a reexportar o metal precioso.
Os Estados Unidos já tinham autorizado a retoma das exportações de petróleo venezuelano, mantendo o controlo do processo igualmente quanto às vendas de ouro.
Caracas reformula leis
Por sua vez, Caracas reformou a sua lei dos hidrocarbonetos para permitir uma maior participação das empresas privadas no seu sector petrolífero, tendo o governo dos EUA autorizado posteriormente meia dúzia delas a retomar as operações.
Foi ainda aprovada a retoma dos voos diretos entre os Estados Unidos e a Venezuela pela American Airlines, a partir de Miami, que deverá entrar em vigor nos próximos meses.
Dois ministros norte-americanos visitaram Caracas desde então para promover a revitalização das indústrias petrolíferas e mineiras locais, um dos principais objectivos da intervenção norte-americana, segundo Donald Trump.